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sábado, novembro 26, 2011

Um manifesto a favor da literatura.

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Pena eu não ter visto antes do BookCrossing Blogueiro 3ª Edição. Mas sempre é tempo de divulgarmos e partilharmos.





Musica: Quiet Company - How do you do it

Produção: Pele de Cordeiro
Roteiro: Aline Valek
Fotografia e Edição: Marcos Felipe
Ilustração: Douglas Reis

Contamos com as mãos cheias de dedos de: Cavi Loos, Douglas Reis e Aline Valek




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sexta-feira, abril 29, 2011

Nas mãos da poesia

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A minha amiga Alice Luconi lançou outro livro de poesias



NAS MÃOS DA POESIA



Além do Portal Literal, Alice está  no Luso Poemas, onde tem mais de 400 textos postados, entre poemas, contos e crônicas e com mais de 98000 acessos e no Recanto das Letras , onde postou a poesia de sua preferência e que me mandou por e-mail.





Sendo quase tudo...sendo quase nada.

Leve e branco fantasma que flutua
Alegre e triste palhaço da risada
No sublimar sou isso e sou aquilo
Sendo quase tudo sendo quase nada.

Sou pensamento da estéril razão
Sou sentimento da ingênua emoção
Sou a esperança da fingida ilusão
Sou o corpo sou a alma, sou coração.

Quero viver quero muito sonhar
Quero sentir sem nunca me olvidar
Sendo fantasma só posso assustar
E consigo sempre me assombrar...  

Não quero ferir só quero existir
Não quero sofrer no meu consentir
Sendo palhaço só posso sorrir
Nunca chorar devo assim prosseguir ...

(sendo quase tudo sendo quase nada)


ALICE LUCONI NASSIF

15-04-2011


Parabéns, Alice! Que continues sempre e cada vez mais a fazer sucesso. 
Mereces, cosquirídia.


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domingo, novembro 07, 2010

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Meus amigos, tenho tanta coisa atrasada que gostaria de contar pra vocês, mas ando numa correria que não tem dado tempo nem de baixar as fotos para o computador, quanto mais editá-las para postar.
Vou ficar afastada (mais ainda) por um tempo, pois vou fazer uma reforma na minha cozinha e mais algumas arrumações na casa, sonhadas há tanto tempo e que vão tomar todo o meu tempo.




Enquanto estou viajando ou esperando o Taba no carro, fico lendo ou fazendo palavras cruzadas. Na nossa última viagem li CONTOS QUE NINGUÉM CONTA,  livro do David, nosso amigo do Scriptus Est e recomendo pra vocês.
























Resenha por Andrea Lucia de Barros
Um livro de contos, para ser bom, deve contar com uma boa narrativa, bons personagens e boas histórias. Caso essa mistura não aconteça ele, com certeza, estará fadado ao esquecimento. Pois são justamente esses três elementos que são encontrados no livro Contos que ninguém conta de David Nóbrega. Em seu livro, o autor consegue fazer com o que leitor tenha muitas sensações no decorrer da leitura. Raiva, angústia, nojo, dor, sofrimento, amor, alegria e felicidade. Todos esses sentimentos estão ali, nas palavras de David.


Você pode adquirir aqui.







Li também e recomendo,  HORAS OU MOMENTOS Para Você, da minha amiga Alice, de quem já falei aqui e aqui




UMA APRESENTAÇÃO DE :  HORAS OU MOMENTOS – Para você  

            Colegas e amigos do Portal. Estou aqui para dar umas dicas sobre o livro de contos da colega Alice Luconi  Nassif -HORAS OU MOMENTOS – Para você. Tive acesso a ele por vias transversas, ajudei a fazer a revisão final. Acabei me apaixonando. Vai ver é porque fiz parte do processo. Sua capa é um relógio de flores no fundo com uma moça contemplativa. O PORTAL deve mostrar brevemente nos lançamentos.
            O livro é reflexivo, mas bem narrado. Com muita psicologia e filosofia.  O livro é também, interessante: têm fábulas, mistério, segredos e magia. É uma mescla de drama e comédia, sendo contos  os gêneros podem flutuar. Fácil de ler, os contos não são longos. Também, alguns são simples de entender, outros mais complexos. Autorizada que estou vou citar alguns títulos e fazer alguns comentários:
OS ROMÂNTICOS – uma comédia gostosa.
A SURPRESA – uma história de amor.
UM RECOMEÇAR – uma reflexão profunda.
OS BONS AMIGOS – uma comédia picante.
VIDAS RECICLADAS - problemas familiares.
O PSICOPATA – um drama
A MONTANHA, A FLORESTA E O RIO – fábula ambiental.
A DESPEDIDA – um drama..
O SEGREDO DO IPÊ – pura magia.
AS QUATRO GERAÇÕES EO CLUBE – psicologia familiar com comédia.
Hirenna para o PORTAL LITERAL

E você pode adquirir na LIVRARIA VIRTUAL ASABEÇA - www.asabeca.com.br.



Até mais, vou ficar com saudades.


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quarta-feira, outubro 29, 2008

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Chegou o livro da Tita, do scriptus. Quando falei no lançamento, não sabia como essa guria fazia poesias tão bonitas. Vejam:


Sobre poesias...

Não precisam ser vividas,
Mas lidas com a alma.
Podem ser inventadas
É possível tocá-las.
Somente sonhadas
Nem sempre consagradas...
Somam-se a vida de alguém,
Aos momentos de outrem.
Mostram as emoções
Possuem a leveza de uma pluma
A força das palavras
Convidam a pensar...
Refletir, sentir...
Os momentos aflitos
Os amores relidos.
Não precisam ser vividas...
Mas sim realizadas
No espírito e na alma.
Todas deixam suas marcas.




Velho guri

Findou o tempo do facão em punho...
De levantar pêlo de qualquer virado...
Fugir pelos Pampas depois do chamusco...
Caminhar sem rumo de modo arriscado!

Hoje, fico chimarreando em minha estância...
Admirando os cavalos no pasto...
Com orgulho nos olhos que gasto...
De maõs dadas, com minha chinoca ao lado!

Era enfezado com comichão no lombo...
Mas quando nasceram as crias, fechei as copas...
Preferi cuidar do meu rincão tão querido...
E nunca mais arredar o pé de forma indecorosa!

Mas quando miro o candieiro aceso, lembro os tempo...
De pêlo em pêlo, por esse Rio Grande; meu grande apego!
Sinto o minuano batendo e me vejo guri...
A pelear campo a fora galopando nos cantos e me vendo partir!




Dos dias de frio do sul

Um mate amargo e o minuano cortado na pele
O olhar que atravessa o horizonte e se perde
E a lágrima brota...
Mas finjo que caiu um cisco no olho
É nessas horas que me dá vontade de colocar a viola no ombro
E sair de lenço na mão atrás do teu pelego.
E o minuano corta mais a pele...
A mão gelada que pede calor,
Falta na verdade a pele...
O teu calor




Mais que o tudo

Ah, se todos pudessem sentir...
Mais que o amor...
E o desejo intenso...
Mais que o tudo...
Do tudo...
Mais que o mais...
Muito mais profundo...
Saberiam que o amor...
É sim um porto seguro...
De meninos e meninas...
Dasafiando o futuro...
De algo tão enérgico...
Qua dá para segurar nas mãos...
Beijos e abraços...
Desenfreados sem razão...
De viver apaixonado...
Não importa a estação!
nesse jogo lúdico...
Vejo o verde dos teus...
Asseguro-te...
És mais que o tudo...
Muito mais que o mundo...
Não importa se é inverno ou verão...
Tomou conta do meu coração.

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segunda-feira, setembro 29, 2008

Machado de Assis

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Brasil lembra hoje os cem anos da morte de seu maior escritor

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assina hoje na Academia Brasileira de Letras o acordo ortográfico da Língua Portuguesa. E assina hoje porque esta é a data em que se completam cem anos da morte de Machado de Assis. É simbólico.

Quando se menciona o idioma que todos brasileiros falamos, sempre se passa, de alguma forma, por Machado de Assis, que, além de o maior escritor que o Brasil produziu, também foi um esteta da palavra e um prosador como poucos, um autor que elevou a arte da palavra em nosso idioma a um patamar único – como o fazem os bons artistas de qualquer idioma.

Continue lendo aqui




"As melhores mulheres pertencem aos homens mais atrevidos. Mulheres são como maçãs em árvores. As melhores estão no topo... Os homens não querem alcançar essas boas, porque eles têm medo de cair e se machucar. Preferem pegar as maçãs podres que ficam no chão, que não são boas como as do topo, mas são fáceis de se conseguir. Assim as maçãs no topo pensam que algo está errado com elas, quando na verdade, ELES estão errados... Elas têm que esperar um pouco para o homem certo chegar, aquele que é valente o bastante para escalar até o topo da árvore."


"Deus, para a felicidade do homem, inventou a fé e o amor. O Diabo, invejoso, fez o homem confundir fé com religião e amor com casamento".



"Nós matamos o tempo,mas ele enterra-nos."


"Botas...as botas apertadas são uma das maiores venturas da terra, porque, fazendo doer os pés, dão azo ao prazer de as descalçar".


BONS AMIGOS

Abençoados os que possuem amigos, os que os têm sem pedir.
Porque amigo não se pede, não se compra, nem se vende.
Amigo a gente sente!

Benditos os que sofrem por amigos, os que falam com o olhar.
Porque amigo não se cala, não questiona, nem se rende.
Amigo a gente entende!

Benditos os que guardam amigos, os que entregam o ombro pra chorar.
Porque amigo sofre e chora.
Amigo não tem hora pra consolar!

Benditos sejam os amigos que acreditam na tua verdade ou te apontam a realidade.
Porque amigo é a direção.
Amigo é a base quando falta o chão!

Benditos sejam todos os amigos de raízes, verdadeiros.
Porque amigos são herdeiros da real sagacidade.
Ter amigos é a melhor cumplicidade!

Há pessoas que choram por saber que as rosas têm espinho,
Há outras que sorriem por saber que os espinhos têm rosas!

Machado de Assis

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sexta-feira, setembro 19, 2008

Ensaios Amadores...ou não!

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Saindo do forno o livro da nossa amiga Tita, do Scriptus.

O lançamento será em outubro na livraria Iluminura, em Santa Cruz do Sul, mas
quem quiser adquirir entre em contato com ela pelo e-mail que está lá no blog...

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segunda-feira, abril 28, 2008

Tânia Lopes

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Hoje é dia da blogagem coletiva "Abre Aspas", proposta pela Lunna, do Aqua.




Eu poderia falar de tantos poetas de quem eu sou fã incondicional, como Mário Quintana, Paulo Leminski, Drummond, Vinícius de Moraes, Fenando Pessoa, Florbela Espanca e outros tantos conhecidos de todos.






Mas resolvi falar sobre a Tânia Lopes, que é minha conhecida e quero apresentar pra quem não a conhece.





(foto surrupiada do orkut)


Tânia Teresinha Lopes, natural de Itaqui, nascida em 5 de dezembro de 1944.

Filha de Cândido Gutierrez e Dorila Peralta Ugalde.

Irmãos: Margarida de Souza Aguiar (por parte de mãe/pai) e Teresinha Gutierrez Borba, Maria Ester


Gutierrez Oliveira e Cláudio Gutierrez (por parte de pai).

Casada com o bancário aposentado Asdrubal Lacerda Lopes.

Filhos: Nádia Maria Lopes e Valério Lopes.

Avó de Alice Lopes Caldas Fagundes.

Professora Estadual (aposentada); Formada em Artes Plásticas com Especialização em Pintura pela UFSM.

Atuou nas escolas: Santa Teresa de Jesus (Itaqui), Henrique de Ossó (Arroio Grande), Irmão José Otão e João Belém (Santa Maria).

Alguns destaques – Prêmios Literários:

– Concurso Carlos Drummond de Andrade da UFSM, 1° lugar em Literatura Infanto Juvenil, com o livro “Sacolino”, em 1988. Editado em 1992 reeditado 2004 e 2007

– Concursos da AABB em 1987 e 1988, 2° lugar com os contos “Pesadelo” e “De Amores”, respectivamente.

– Concurso Literário Felippe de Oliveira, Menção Honrosa com o mini–conto “Parceria” (ano?)

– Concurso Literário Felippe de Oliveira, 3° Lugar com o conto “História (In)Comum” em 1989.

– Concurso do Grupo Ecológico Chico Mendes da Casa do Poeta – Porto Alegre, 2° lugar com o conto “Como soltar um passarinho ou mais de um...”.

– Concurso Norma Garcia Perez, 3° lugar com a crônica “Desabafo”.

–Participação na Seleta de Verso e Contos (Santiago– RS)–1995

–Participação no livro “Santa Maria em Letras”–Ed.Comemorativa dos 100 anos da Câmara Municipal de Santa Maria–1995

– Concurso “A UFSM na minha história”, Menção Honrosa com “História que recém começou” em 2000.

– Concurso “A Poesia pede passagem” – veiculada nos ônibus de Santa Maria.

Participação em livros e revistas em parceria com a Associação Santa–mariense de Letras da qual fez parte a partir do segundo ano de sua fundação.

Participação no livro –“ Ponto de Cinema”– 2001– org. Mário Lucio Bonotto Rodrigues.

Participação em livros e revistas em parceria com a Associação Santa–mariense de Letras da qual fez parte a partir do segundo ano de sua fundação.

Cartuchos Poéticos – I e II de poesias e, III de histórias de Natal..

Participação nas Revistas de Humor “Garganta do Diabo”, do Grupo de Risco– Santa Maria.

Livro de poesias “Espontânea”, Coleção Noventa (1993) – editado pelo Instituto Estadual do Livro do RS – IEL.-prefaciado por Lígia Militz da Costa

– Participação no livro “Antologia do Sul” – editado pela Assembléia Legislativa (RS) em 2001– org. Dilan Camargo.

Participação no Livro “Ofício de Poeta” – FNDE – Editora Scipione em 2003.

Participação no livro de crônicas “Trem dos onze” org. Antônio Cândido de Azambuja Ribeiro e Vitor Biasoli –2004

Participação no livro de poesias “O Maquinista Daltônico”– org. Athos Miralha da Cunha– 2007

Edição da autora: “Pedaços”, (prosa e verso),1984

“Sacolino” (infantil), editado 1992, reeditado 2004 e 2007

“Coletânea de Textos” 1991

“O Olhos da Menina” (prosa),1995

“Limites” (novela) 2002

“Simbiose”, (poesia) em parceria com a filha Nádia Lopes.2003

“Vida em conta–gotas”–crônicas– 2004

“O Palhaço Laranjinha” 2004

Medalha conferida pela ASL –1994–Por Serviços prestados à Educação e a Cultura.

Patrona da Feira do Livro Adulto e Infantil –2004

Patrona da Feria do Livro em Cacequi – 2007





Na Feira do Livro de 2008, que acontecerá entre 3 e 18 de maio próximo, ela estará, juntamente com outros autores, autografando um romance "Os Dez Mandamentos"( Ed. Movimento de P.A.), Mais o relançamento da "Nona Assassina" e o Primeiro Livro da Academia Santamariense de Letras (com as Biografias dos respectivos donos das Cadeiras)


Escolhi algumas poesias da autora:


Ah! se o sentir fosse
livre e inconseqüente
como o pensamento!...
Sem a censura de ninguém,
à posse total,
a qualquer momento...
Poder passar
de um simples olhar,
à glória,
sem tormento!


É preciso ler
nas entrelinhas.
Às vezes um "não"
quer dizer "sim",
descaradamente...


Ruídos, sons.
Gente e mais gente
copos, mil...
Todos a um só tempo
perdem e bebem juventude e poesia.
Abstêmia,
abstenho-me...
"Peixe fora d'água
que em si se isola..."
Mas já sedenta,
rendo-me e saudosa
aprisionada naufrago,
num copo moreno/morno
de coca-cola.




E passa um dia
e passam dois
(e a saudade presente)
E anoitece
E amanhece

Chove

Neblina
Faz sol
(e a saudade presente)
E a gente se toca
pra ver
se ainda é gente
(e a saudade presente)
E lembra a face querida,
dói, solidão revolvida
(e a saudade presente)
E a gente vê em sonho

o doce encanto, a quimera
não mais se exaspera
(e a saudade torna-se espera)

E passa um dia
e passam dois

e dias e dias ausente

(mas tem a saudade preenchendo a gente!)



Faltou tempo
para sonhar poesia
e o dia amanheceu desbotado.



Pior,
bem pior do que o fim de um amor,
é um amor que não se concretizou...
Fica na boca
a vontade de sentir
o beijo

Na mão
a carícia nunca feita.
No pensamento,
a sensação do amor imerecido...




Ama
ou diz que ama...
Mesmo que seja
um arremedo
de amor...
O importante
é o exercício...

Um dia
a gente aprende...
apreende...
Ah! prende
e se surpreende



Conscientemente
podia tocar
teus lábios...
Mas quem ia segurar
a inconsciência
da mão que ia querer
acariciar o resto?


Torra–se


Torra-se:

sobra de balanço

(enquanto durar o estoque)

Pedaços de lembranças

toneladas de saudade,

Alguns apegos, raros achegos,

sobras de carinho, nacos de ilusão,

restos de felicidade.

Espaço amplo cordiforme, fachada encarnada,

sem luxo, sem trancas, de muito uso (e abuso)

quase vazio e avariado...

Torra-se

pra desocupar lugar

e a razão da fantasia.




Atitude


Sopre,

Aos quatro ventos,

Bons augúrios,

Alegrias...

Esqueça ódios,

Desamores...

Sobreponha

Sobre os segredos,

Pás de cal...

Acalente,

Mime,

Alimente,

À revelia,

Sonhos,

Amores,

Ilusões

E poesias...

Cultive,

Consolide,

Reserve,

Preserve,

A paz,

A amizade

A fé e

A saúde!...

Viver bem

Não é sorte

É atitude!...



Eles (Olhos)




Pouco importa o exterior franzido

Foram risos e choros que frisaram...

Deram adeus também

Os negros e longos véus

que os sombrearam...

Zelosos guardam ainda

Poucos

secretos

segredos

Quiçá,

pequenos

grandes

mistérios

( Outrora

instigantes,

curiosos,

e mal e mal espelhados...)

Restam, no entanto

os sustos que a vida deu

fixados bem no fundo,

e um quê triste e lobuno

que aos poucos embaça

pra não enxergar tristezas...

Da devassa

Tudo aceito

E nem lastimo

que é volta impossível

(e não existe “plástica de alma”)...

Se da confissão

Entenderam

E

Aceitaram,

Peço de volta,

Por favor, apenas,

O brilho da esperança

Que roubaram!




Se queres a verdade
não pergunta
observa apenas
O olhar é mais explícito
O corpo fala mais
que mil palavras
O gesto arisco
diz mais de paixão
mesmo sem entrega...

Se queres a mentira
deixa as palavras fluírem
Elas são exímias
em esconder verdades...



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