Estou há tempos fora do blog, mas resolvi atualizar esse post, porque dia 11 de outubro é uma data importante para quem é obeso e precisa de orientação, o Dia Nacional de Combate à Obesidade.
A Isabel Cristina, do Deber, fez um post excelente. Vale a pena ir lá. Obrigada, Isabel, por ti estou atualizando o Rosa147!
A obesidade, doença crônica caracterizada pelo exagerado acúmulo de gordura a ponto de comprometer a saúde, é a doença do século XXI. Considerada pela OMS (Organização Mundial da Saúde) uma epidemia global, a obesidade deixou de ser uma preocupação estética e se tornou um problema de saúde pública.
Ela é a conseqüência do excesso de ingestão alimentar e uma redução do gasto energético correspondente a essa maior ingestão. O aumento da ingestão também pode estar associado à modificação de sua qualidade, bem como o gasto energético pode estar relacionado a doenças em que a obesidade é decorrente de distúrbios hormonais.
Alguns médicos apontam que a obesidade genética abrange 5% dos casos. Outros já acreditam que esse valor chega a 30%.
O excesso de gordura corporal não provoca sinais e sintomas diretos, salvo quando atinge valores extremos. Independente da severidade, o paciente apresenta importantes limitações estéticas, acentuadas pelo padrão atual de beleza, que exige um peso corporal até menor do que o aceitável como normal.
Pacientes obesos apresentam limitações de movimento, tendem a ser contaminados com fungos e outras infecções de pele em suas dobras de gordura, com diversas complicações, podendo ser algumas vezes graves. Além disso, sobrecarregam sua coluna e membros inferiores, apresentando a longo prazo degenerações (artroses) de articulações da coluna, quadril, joelhos e tornozelos, além de doença varicosa superficial e profunda (varizes) com úlceras de repetição e erisipela.
A obesidade é fator de risco para uma série de doenças ou distúrbios que podem ser:
| Doenças | Distúrbios |
| Hipertensão arterial | Distúrbios lipídicos |
| Doenças cardiovasculares | Hipercolesterolemia |
| Doenças cérebro-vasculares | Diminuição de HDL ("colesterol bom") |
| Diabetes Mellitus tipo II | Aumento da insulina |
| Câncer | Intolerância à glicose |
| Osteoartrite | Distúrbios menstruais/Infertilidade |
| Coledocolitíase | Apnéia do sono |
Assim, pacientes obesos apresentam severo risco para uma série de doenças e distúrbios, o que faz com que tenham uma diminuição muito importante da sua expectativa de vida, principalmente quando são portadores de obesidade mórbida.
A forma mais amplamente recomendada para avaliação do peso corporal em adultos é o IMC (índice de massa corporal), recomendado inclusive pela Organização Mundial da Saúde. Esse índice é calculado dividindo-se o peso do paciente em kilogramas (Kg) pela sua altura em metros elevada ao quadrado (quadrado de sua altura) (ver ítem Avaliação Corporal, nesse site). O valor assim obtido estabelece o diagnóstico da obesidade e caracteriza também os riscos associados conforme apresentado a seguir:
| IMC ( kg/m2) | Grau de Risco | Tipo de obesidade |
| 18 a 24,9 | Peso saudável | Ausente |
| 25 a 29,9 | Moderado | Sobrepeso ( Pré-Obesidade ) |
| 30 a 34,9 | Alto | Obesidade Grau I |
| 35 a 39,9 | Muito Alto | Obesidade Grau II |
| 40 ou mais | Extremo | Obesidade Grau III ("Mórbida") |
Conforme pode ser observado, o peso normal, no indivíduo adulto, com mais de 20 anos de idade, varia conforme sua altura, o que faz com que possamos também estabelecer os limites inferiores e superiores de peso corporal para as diversas alturas conforme a seguinte tabela :
| Altura (cm) | Peso Inferior (kg) | Peso Superior (kg) |
| 145 | 38 | 52 |
| 150 | 41 | 56 |
| 155 | 44 | 60 |
| 160 | 47 | 64 |
| 165 | 50 | 68 |
| 170 | 53 | 72 |
| 175 | 56 | 77 |
| 180 | 59 | 81 |
| 185 | 62 | 85 |
| 190 | 65 | 91 |
No Faça as pazes com a balança, de Roberta Alves, uma ex-gorda que fala sobre a experiência adquirida no processo antes, durante e após o emagrecimento, somada a constantes estudos, encontramos farto material de qualidade.
Este é o último post da Roberta:
Peço que faça as seguintes perguntas a você e responda sinceramente, independente de tudo e de todos:
- Você realmente quer emagrecer?
Se a resposta for sim, então responda:
- Qual o motivo (ou quais) de você permanecer gordo? O que o impede de emagrecer definitivamente?
- O que perde continuando gordo?
- O que ganhará sendo magro?
- Quantos quilos você quer ter?
- Como imagina a sua vida sendo magro? Quais são os benefícios?
Ao fazer essas perguntas a si mesmo, certamente terá respostas valiosas e fundamentais ao seu processo de emagrecimento definitivo.
Quando está em uma situação que deseja mudar, precisa saber muito bem o que é bom nela (se é que há) e o que não é, para se permitir ficar com o que é útil e descartar o que o desagrada e/ou prejudica.
Precisa saber onde está e para onde quer ir, de maneira clara e objetiva, senão poderá se perder no meio do caminho. Então, saiba o que já tem e pode ser útil no seu processo de emagrecimento (nem que seja a experiência de várias tentativas em emagrecer) e o que lhe falta (nesse aspecto conte comigo para o que eu puder ajudar), para assim chegar ao seu objetivo de uma vez por todas.
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Pesquisa feita aqui, aqui e aqui.
Este post faz parte da blogagem coletiva proposta pelo blog Fique INforma.
UPDATE:
Achei importante colocar aqui no post o comentário da Roberta, do blog que indiquei acima:
"Parabenizo-a por divulgar informações sobre obesidade, tema tão importante. E gostaria de deixar uma mensagem para aqueles que desejam emagrecer. Saibam que é totalmente possível eliminar os quilos a mais comendo de tudo e de maneira equilibrada, já que nada engorda e nada emagrece no que se refere à comida. Mas, para emagrecer definitivamente o benefício de ser magro deve ser maior do que o de continuar gordo. Pensem nisso."
Obrigada, Roberta.
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