Hoje o meu amigo Oliver, dO Melhor Blog Sobre Nada, escreveu muito bem, como sempre faz, sobre o ócio. Lembrei deste post e resolvi editá-lo. Foi publicado dia 6 de julho de 2006, os comentários foram conservados.
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Eu sou "do lar", profissão escolhida. Todas as mulheres que têm essa profissão sabem da "dureza" que é. Não é um trabalho intelectual, é braçal mesmo. Eu cumpri minha meta com muito amor, porque sempre fiz e faço tudo com amor. Não me peçam pra fazer o que não quero, ou não tenha vontade, porque não vai sair bem feito. Sempre fiz o que gostei, o que não gostava deixava para a ajudante, que, graças a Deus, sempre tive. Eu era neurotiquinha, tudo tinha que brilhar, eu gostava.
Teve épocas que trabalhava mais de 18 horas por dia. Além do trabalho doméstico, passava, às vezes, até às 3 ou 4 horas da manhã, fazendo bombons decorados, pintados com palito ou pincel nº1, sempre ao som de uma música tranqüila. Pena eu não ter fotos.
Bem, mas o assunto é o ócio criativo.Não trabalho mais, me "aposentei", por ter uma ajudante nota 10. Mais do que nunca, só faço o que me agrada fazer e ultimamente é o ócio criativo que o Sean (saudade de ti, filho) tão bem fala no seu blog:
"Pois que o diabo se instale na minha cabeça e vire tudo de patas pro ar. Passar horas no orkut, interagir, descobrir pessoas interessantes do outro lado do mundo ou na rua atrás da minha, conhecer novas culturas através de quem chega ao blog são prazeres que não abro mão. E também falar besteira, muita besteira.Já ouvi que isso é um comportamento de criança, que fica ensimesmada em um universo onírico. Que seja. Faço aquilo que me deixa feliz e tenho a sorte de achar quem pensa igual.Ainda não consegui estipular um preço possível de ser pago pra eu me sujeitar a uma visão de mundo limitadora e estreita, mas meu ócio vale milhões - de euros, é claro. Porque se é pra sonhar, que seja grande."
ADOREI!













































