quarta-feira, novembro 12, 2008

Adoção, um ato de nobreza!

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A ADOÇÃO NO BRASIL - Você sabia que...

• A criança ou o adolescente passa a ter os mesmos direitos e deveres, inclusive hereditários, de um filho legítimo?
• Quem é adotado recebe o sobrenome do adotante?
• A adoção é irrevogável, ou seja, a criança ou o adolescente nunca mais deixará de ser filho do adotante, nem mesmo com sua morte?

Perfil dos filhos adotivos no Brasil:
64% são brancos
60% são meninas
69% eram recém-nascidos na época da adoção
62% nunca tiveram notícias de seus pais biológicos
69% sempre souberam que eram adotivos

SAIBA COMO PROCEDER
Vá até o fórum de sua região, com o R.G. e um comprovante de residência. A Vara agendará uma entrevista para a data que o setor técnico do Fórum tiver disponível. Neste momento você receberá a lista dos documentos necessários para dar continuidade ao processo.

QUEM PODE ADOTAR
Maiores de 21 anos, qualquer que seja seu estado civil (com o novo Código Civil, 18 anos). O adotante deve ser 16 anos mais velho do que o adotado.

QUEM NÃO PODE ADOTAR
Avós e irmãos, estes podem requerer somente a guarda.

QUEM PODE SER ADOTADO
• A criança ou adolescente com, no máximo, 18 anos de idade, à data do pedido de adoção.
• Pessoa maior de 18 anos que já estivesse sob a guarda ou tutela do adotante à data do pedido da adoção.

VIVA 25 DE MAIO!
A Lei nº 10.447 de 9 de maio de 2002 instituiu o Dia Nacional da Adoção a ser comemorado, anualmente, no dia 25 de Maio.

SAIBA MAIS!
O grupo de apoio Projeto Acalanto existe há 13 anos e foi criado para prevenir e esclarecer dúvidas de quem pretende adotar e de quem já adotou uma criança. Entre em contato com a instituição através do telefone (11) 3876-1160

ADOÇÃO EM VÍDEO
Filmes para as crianças:
Bogus, meu Amigo Secreto - Warner (1996)
Os Anjos Entram em Campo - Abril/Vídeo (1994)
Filmes para adultos:
Segredos e Mentiras - Look (1996)
O Destino de uma Vida - CIC (1995)

Leia mais sobre adoção:
Abandono e Adoção, de Fernando Freire
Adoção Tardia: Da Família Sonhada à Família Possível, de Marlizete Maldonado Vargas
Adoção uma História de Espera e Amor, de Vera Miranda Gomes
Adoção uma História Pessoal, de Sueli Trindade Ferreira
Adoção - Uma Sublime Missão, de Elizabeth Schultz Ramires
Laços de Ternura, de Lídia Natália D. Weber
Refletindo a Adoção, de Clélia Zitto Cezar

* Saiba ainda mais sobre adoção no site www.gaasp.net


mais aqui



Normalmente a gente sabe de casos de adoção que deram certo ou não. Sei de um caso em que a criança adotada ficou sabendo dessa condição depois de já mocinha, pela amante do pai, o que causou grande estrago na vida de todos. Acho de suma importância que a criança fique sabendo desde cedo que foi adotada, mas que é filho do coração.

Eu sei de diversos casos de casais em que a mulher só engravidou depois de ter adotado uma criança.

Mas sempre que ouço falar em adoção, lembro de uns parentes, que depois de oito anos de casados e feito todos os tratamentos possíveis, resolveram procurar uma Casa da Criança, na capital.

Depois de todos os trâmites, adotaram um menino, filho de uma moça da alta sociedade, que não podia aparecer com um filho antes de casar e simulando uma viagem para a Europa, assim que ganhou o nenê, entregou-o para adoção.

A moça casou e logo engravidou de novo, só que teve problemas durante a gravidez e pediu para o marido que, se acontecesse alguma coisa com ela, que ele procurasse a Casa e entregasse o recém nascido para o mesmo casal que adotara o menino, para que os irmãos fossem criados juntos.

Era uma menina. A mãe morreu no parto e a menina foi entregue para ser criada com o irmão, hoje já adultos. Não sei se o pai natural convive com os filhos, que foram criados com todo o carinho e amor pelo casal que os adotaram.


Este post faz parte da blogagem coletiva Adoção, um ato de nobreza!!! promovida pela Georgia, do Saia Justa e do Décio, do Chega mais...


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8 comentários:

Georgia disse...

Rosinha, gostei como vc iniciou o seu post. Em forma de uma entrevista tornando novas as informacoes por aqui.
Que triste o caso dessa moca que deu o filho. Digo triste porque tinha toda uma condicao de criar a crianca, mas para manter uma postura numa sociedade que certamente nem estava ai, entregou o filho para a adocao. Triste saber, e me levou a pensar que o remorso, estava claro na atitude dela. Ao menos ela teve consciência de falar que existia um filho antes.

Obrigada pela participacao.

Grande beijo

Nina disse...

Oooohh, o ato da mãe que entregou o segundo filho, foi bonito demais, apesar de ela ter errado na primeira vez, agiu de forma mt digna na segunda, e a mae adotiva por aceitar o irmaozinho agiu ainda mais lindamente. Que história! daria um filme.

bjs pra ti!

EternaApaixonada disse...

*****

Um blog com altos propósitos, só posso lhe dar parabéns!
Já faz parte de meus favoritos!
Uma ótima quinta!

Beijos

*****

Ana disse...

Filhos são sempre bem vindos!

Os naturais podem vir sem planejamento, sem serem desejados. Os adotados NUNCA!

Talvez essa seja a única diferença!

luzdeluma disse...

Rosa, concordo com a Nina - atitude digna desta mãe assumindo o erro e pedindo que os irmãos ficassem juntos. Nossa sociedade é preconceituosa e quantas mães nos dias atuais ainda escondem a gravidez por medo de represálias sociais (familia)? Esse fantasma só é desfeito depois da maturidade, quando tomamos consciencia do verdadeiro sentido da vida. Beijus

Anônimo disse...

Bem, em presença de fatos consumados na verdade não temos que pensar em mudá-los. Uma exemplo fantástico em que a premonição da morte faz com se busque uma solução digna, um ato de amor, um ato de nobreza. Um caso bonito pela sua solução. Que bom que o trouxe. Que bom que entrou na blogagem coletiva. Um beijo de agradecimento. Vc gosta de devaneios? Aceite um convite para ler algo sobre em: “Foi mais ou menos assim” http://www.palimpnoia.blogspot.com/
Um forte abraço.

dácio jaegger disse...

Rosa Maria, bem, em presença de fatos consumados na verdade não temos que pensar em mudá-los. Uma exemplo fantástico em que a premonição da morte faz com se busque uma solução digna, um ato de amor, um ato de nobreza. Um caso bonito pela sua solução. Que bom que o trouxe. Que bom que entrou na blogagem coletiva. Um beijo de agradecimento. Vc gosta de devaneios? Aceite um convite para ler algo sobre em: “Foi mais ou menos assim” http://www.palimpnoia.blogspot.com/
Um forte abraço.

Fábio Mayer disse...

Sempre digo que não teria coragem de adotar... mas se um dia resolver fazer isso, não deixarei de ficar com uma criança negra, se me disserem que ela está na fila e em condições de ser adotada.

O Brasil precisa afastar esse racismo de sua cultura. Criança não tem cor da pele, criança é criança!

 
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